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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mau de Amor - letra - composição de Didio Dufrayer

No meio da noite...
Uma lua apareceu, no seu rosto de menina chorona que tão logo assim rompeu;
Com tantas lágrimas demoradas nos olhos seus, com as gotas do sereno desciam...
Entre o céu o mar e eu.

Como se doce, fosse mel o seu licor e as lágrimas da chuva que molham o chapéu do pescador.
Que foi ao mar junto as ondas que teimavam vir entre as pedras do que havia por ali.
E nem sequer houve tempo de ler ouvir as palavras que no poema feito um grito dizemos...
O meu coração é seu.

No céu, as estrelas se confundem quanto a mim.
Quando vou pelas nuvens feito o pensamento em si.
E eu voou pelas sombras feito o vento que sopra e só tem sossego quando há luz nos seu rosto.
Ou quando me olha assim feito o luar colorindo céu e o mar.
O bom marujo então transborda alegria e eu começo a pensar.
Já não consigo respirar de saudade, onde está você será que pensa em mim.

Longe de mim como se fosse tão simples assim como a névoa que dissipa logo ali, num clarão que engana, ri, machuca e mesmo assim o marujo então poeta declama e seu coração sorrir.
É que estou empanturrado da ausência do seu amor. Estou feito folha seca de outono sem teu colo pra dormir. Vem me dar teu cheiro bom, vem me embebedar deste mau de amor, vem matar minha saudade morena, vem cuidar tão bem de mim.
Deixa a noite lhe tocar e vem brincar no sereno, que a lua está chorando de novo.
Deixa a noite lhe tocar e vem brincar no sereno, que a lua está chorando de novo.